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Arq. Maurício Fonseca

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Entretenimento Arquitetônico

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October 25

Para Sí

Quando eu ficar velhinho e perder meus cabelos, daqui a muitos anos.
Você ainda me dará um presente no Dia dos Namorados?
Abrirá uma garrafa de vinho para comemorar meu aniversário?
Se eu não tiver chegado até 2h45, você trancará a porta?
Você ainda precisará de mim, você ainda me alimentará,
Quando eu tiver 64 anos?

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Você também estará mais velha,
E se você disser aquela palavra,
Eu poderei permanecer com você.


Eu poderei ser útil, trocar um fusível,
quando sua luz se apagar.
Você poderá tricotar uma blusa pra mim ao lado da lareira,
Sairemos para dar uma volta nos domingos de manhã,
Cuidaremos do jardim, arrancaremos as ervas daninhas,
Quem poderia querer mais?


Você ainda precisará de mim, você ainda me alimentará,
Quando eu tiver 64 anos?


casal de idososTodo verão nós poderemos alugar uma casa de campo,
Na Ilha de Wight, se não for muito caro,
Nós apertaremos o cinto e pouparemos.

 
Netos nos nossos colos,
Vera, Chuck e Dave.


Me envie um cartão postal, me escreva umas linhas
Mostrando sua opinião.
Indique precisamente o que você quer dizer,
Sinceramente, sem desperdício.
Me dê sua resposta, preencha um formulário:
Minha para sempre.

Você ainda precisará de mim, você ainda me alimentará,
Quando eu tiver 64 anos?

 

Tradução livre de: When I'm Sixty-Four do album Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – 1967
Imagens do Google imagens

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October 13

Arquitetura abandonada

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Por trás da espessa camada de pó, do tijolo rachado e da parede descascada, eles enxergam história, arquitetura e belas esculturas capazes de contar um pouco do cotidiano esquecido da cidade de São Paulo. Desde janeiro, o fotógrafo Douglas Nascimento e a historiadora Glaucia Garcia de Carvalho reúnem no site "São Paulo Abandonada" dezenas de registros fotográficos de construções escondidas pelos cantos da capital. São casas, galpões, prédios, lojas, palacetes e fábricas, que correm o risco de desabar ou serem demolidos.

Achar preciosidades perdidas entre as cerca de 400 mil construções abandonadas em São Paulo é apenas a primeira parte da história. Depois que o imóvel é fotografado, a dupla começa um árduo trabalho para tentar descobrir um pouco mais sobre a história daquele lugar, que envolve pesquisa on-line, no Arquivo Histórico Municipal, no Arquivo do Estado e também conversas com vizinhos e moradores da rua.
 
"Inicialmente, o projeto era fotografar só casas antigas. Mas eu percebi que, como a cidade está em constante mutação, é interessante fotografar todas as construções que fazem parte do nosso cotidiano. Eu não tenho mais esse tabu de fotografar um imóvel novo que esteja abandonado. Na medida do possível, eu fotografo tudo", explicou Nascimento, que pretende documentar tudo aquilo que não puder ficar de pé --seja pela gana da especulação imobiliária, seja pela ação do tempo-- para as futuras gerações.

Ele conta que sempre teve como hobby sair aos finais de semana bem cedo para fotografar a arquitetura da cidade e que percebeu que muitos dos lugares que visitava, depois de algum tempo, eram drasticamente modificados ou deixavam de existir.

"Então, decidi que era hora de tentar fazer alguma coisa para mostrar essa transformação. Passei a estudar, comprar livros de arquitetura, aprendi o que é art nouveau, art déco, arte moderna, o que é um frontão. E conforme eu ia estudando, fotografava coisas mais específicas. Quando vi já tinha um banco de dados considerável", lembra.


"Mesmo quando é um imóvel simples, como uma casa que achamos na Penha, as pessoas participam, escrevem e contam que ali morava um tal de Chicão, que era de tal jeito, que ajudava as pessoas do bairro. E assim, as pessoas alimentam a própria história dos imóveis", disse Nascimento.
 
 
October 12

20 dicas e pensamentos para você ter mais criatividade

1. NOTE E ANOTE TUDO.
Crie o hábito de anotar tudo que você vê, lê ou venha a lembrar. Tenha sempre à mão – lápis, caneta e papel –, jamais, confie na memória. "Você está sempre livre para mudar de idéias e escolher um futuro ou um passado diferente" (Richard Bach).

2. AVALIE AS ANOTAÇÕES.
Defina um dia da semana e faça uma avaliação em suas anotações. Separe as melhores idéias ou coloque-as em ordem de importância. "A vida não é ter na mão boas cartas, mas sim saber jogar com as cartas que ela nos dá" (Josh Billinge).

3. FAÇA UM ESTOQUE DE IDÉIAS.
Arquive de forma simples e de fácil acesso. Procure separá-las por assuntos. Idéias para melhorar sua eficiência, sua qualidade de vida, seu relacionamento com a família e às pessoas. "Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha" (Confúcio).

4. VEJA E OUÇA ATENTAMENTE.
Aprenda a enxergar nos olhos das pessoas o que elas gostariam de dizer e ao ouvir perceba as coisas que não foram ditas. "Você é aquilo que você faz continuamente. Excelência não é uma eventualidade – é um hábito" (Aristóteles).

5. VEJA AS COISAS COMO SE FOSSE A ÚLTIMA VEZ.
Tudo deve ser observado com cuidado e atenção. O processo criativo passa por algumas fases: preparação, incubação, iluminação, verificação e avaliação. Ligue-se nos "detalhes" – são eles que fazem a diferença –, "Aproveite bem as pequenas coisas. Algum dia você vai saber que elas eram grandes" (Robert Brault).
6. ATIVE A SUA CURIOSIDADE.
Veja tudo como se fosse a primeira vez, observe os lugares e as coisas. Fale com o maior número de pessoas, independente da sua classificação social, raça ou religião. "Poucos rios surgem de grandes nascentes, mas muitos crescem recolhendo filetes de água" (Ovídio).

7. CRIAR DEVE ASSOCIAR-SE ÀS PESQUISAS.
Acostume-se a fazer perguntar: O que, Como, Por quê, Onde, Quem, Qual, Quando. "É melhor fazer algumas perguntas do que achar que sabe todas as respostas" (James Thurber).

8. AMPLIE O SEU CONHECIMENTO.
Assista filmes (independente da época que foram produzidos), faça viagens, leia livros, conheça novas pessoas, assista transmissões esportivas, musicais, palestras. "As idéias são como filhos errantes: aparecem quando menos se espera" (Bern Willians).

9. NUNCA "ACHE" NADA. PROCURE "ENTENDER".
Não faça julgamentos precipitados através da "achologia". Ser criativo requer dedicação, metodologia, determinação e persistência. "A excelência consiste em fazer algo comum de maneira incomum" (Booker Washington).

10. MANTENHA O CÉREBRO LIGADO.
Você tem de estar atento à todas possibilidades. Numa fração de segundos, uma nova idéia poderá passar a sua frente e a sua mente deve estar aberta para recebê-la. "O ontem, foi-se. O amanhã pode não vir. O que temos é o agora" (Plutarco).

11. SEJA OTIMISTA E POSITIVO.
O ser criativo visualiza insistentemente os pontos fortes das "coisas"; nas relações profissionais, de lazer e familiar. Pensar e agir com otimismo, contribui na realização dos objetivos. "O covarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste" (Norman Vincent Peale).
12. TODO DIA É DIA PARA PENSAR. Defina um local e separe todos os dias dez minutos do seu tempo. No final de um mês você terá utilizado 300 minutos ou cinco horas. "Quem mata o tempo não é um assassino é um suicida" (Millor Fernandes).

13. AS GRANDES IDÉIAS NASCEM DE PEQUENOS "LAMPEJOS".
Portanto, seja persistente. Combine, adapte, altere, diminua, aumente, associe, substitua, reorganize e se ainda não encontrar a utilização da sua criação, inverta tudo. Nunca desista. "A visão sem ação não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo. A visão com ação pode mudar o mundo" (Joel Baker).

14. COMBATA OS DESEQUILÍBRIOS DA VIDA MODERNA. Pessimismo, barulho, tabagismo, alcoolismo, negativismo, fadiga e outros excessos que o levem a irritação e desequilíbrio. "Tudo de bom acontece às pessoas com disposição alegre" (Voltaire).

15. CULTIVE O BOM HUMOR. A criatividade depende do seu senso de humor. Mantenha-se de bem com a sua vida e as coisas que a rodeiam. Veja as coisas com alegria e desprendimento. "O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz" ( Leo Nikolayevich, Conde Tolstoi).

16. TENHA CORAGEM E AUTOCONFIANÇA.
A coragem deve estar atrelada à sua determinação "de poder atingir o que deseja, quer e acredita". A autoconfiança, desenvolvida através de habilidades, atitudes e autodesenvolvimento. "Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos" (Eduardo Galeano).

17. SAIBA UTILIZAR O SEU TEMPO.
Deixe a ociosidade de lado e aproveite ao máximo o tempo que é só seu. Lembre-se de que a maioria das grandes idéias foram criadas nos momentos ociosos de seus criadores. "Minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração" (Thomas Edison).

18. UM PRODUTO PRONTO DEVE SER APRESENTADO.
Mesmo que a sua idéia não esteja totalmente concluída, coloque-a em prática e vá acertando , até atingir afinalização. Lembre-se de que é muito melhor colocar uma pequena idé ia em prática que uma grande idéia arquivada. "Nunca é tarde para tentar o desconhecido. Nunca é tarde para ir mais longe" (D''Annunzio).

19. SAIBA DESCOBRIR OS EVENTUAIS DEFEITOS.
Exija do seu subconsciente e faça-o atuar. Ele precisa dia e noite, ser alimentado de cada passo dado na finalização das idéias. Reestude. Verifique. Repense. E encontre onde foi cometido o deslize. "O pessimista é aquele que reclama do barulho, quando a oportunidade bate à sua porta" (Michael Levine).

20. APROVEITE E DESFRUTE DOS RESULTADOS.
A criatividade não deve ser entendida como um dom ou algo que só os iluminados possuem. Todo ser humano possui e pode explorá-la. Basta querer fazer com que as idéias fluam e transformemse em realizações. Uma vez produzidas é só usufruir. "Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis" (Seneca).


Retirado de: http://www.edvaldo-jr.blogspot.com

October 04

A Arquitetura da Felicidade

Uma casa geminada numa rua arborizada. Hoje cedo, a casa ressoava com gritos de crianças e vozes de adultos, mas desde que o último ocupante partiu há poucas horas, ela ficou sozinha para curtir a manhã. O sol surgiu por cima da empena dos prédios em frente e agora entra pelas janelas do andar térreo, pintando as paredes internas de um amarelo amanteigado e aquecendo a fachada de ásperos tijolos vermelhos. Dentro das faixas formadas pela luz do sol, partículas de pó movem-se como obedecendo ao ritmo de uma valsa silenciosa. Do vestíbulo, o murmúrio baixo do tráfego alguns quarteirões adiante pode ser percebido. Ocasionalmente a caixa de correio se abre para receber um folheto melancólico.

A casa dá sinais de gostar do vazio. Ela se reorganiza depois da noite, limpando os seus pulmões e estalando suas juntas. Esta criatura digna e amadurecida, com suas veias de cobre e pés de madeira aninhados numa camada de argila, suportou muita coisa: bolas lançadas contra as laterais do jardim, portas batidas com raiva, tentativas de plantar bananeira ao longo dos seus corredores, o peso e os ruídos de equipamentos elétricos e encanadores inexperientes sondando suas vísceras. Uma família de quatro pessoas, acompanhada de uma colônia de formigas ao redor das fundações e, na primavera, ninhadas de tordos nas chaminés. Ela também empresta um ombro a uma frágil (ou apenas indolente) ervilha-de-cheiro que se encosta no muro do jardim, regalando-se com a corte peripatética de um circulo de abelhas.

A casa de transformou numa testemunha bem informada. Foi cumplice das primeiras seduções, vigiou os deveres de casa sendo feitos, observou bebes envoltos em cueiros recém chegados do hospital, foi surpreendida no meio da noite por conversas sussurradas na cozinha. Experimentou noites de inverno, quando suas janelas ficavam frias com sacos de ervilhas congeladas, e crepúsculos no auge do verão, quando suas paredes de tijolos tinham o calor de um pão recém saído do forno.

Ela proporcionou não apena refúgio físico mas também psicológico. Tem sido uma guardiã da identidade. Ao longo dos anos, seus donos retornaram depois de períodos de ausência, olhando ao redor, lembraram quem eles eram. As lajotas do pavimento térreo falam de serenidade e graça amadurecida, enquanto a regularidade dos armários da cozinha é um modelo de ordem e disciplina que não intimida. A mesa de jantar, com a toalha de oleado estampada com grande botões-de-ouro, sugere uma explosão de alegria aliviada por uma carrancuda parede de concreto próxima. Junto da escada, pequenas naturezas-mortas com ovos e limões chamam a atenção para a complexidade e beleza das coisas cotidianas. Na prateleira sob a janela, um jarro de vidro com centáureas ajuda a resistir a atração da melancolia. No andar superior, uma sala vazia e estreita é espaço para tramar pensamentos revigorantes, sua clarabóia abre para nuvens impacientes que migram rápido sobre gruas e canos de chaminés.

Embora esta casa não tenha soluções para uma grande parte dos males que afligem seus ocupantes, seus aposentos são evidência de uma felicidade à qual a arquitetura deu a sua característica contribuição.

A arquitetura da felicidade / Alain de Botton; tradução de Talita M. Rodrigues – Rio de Janeiro: Rocco, 2007

September 30

 
Hoje o mundo está menos alegre;
Hoje o mundo está menos honesto;
Hoje o mundo está menos sábio;
Hoje o mundo está menos meigo;
Hoje até os prédios estão tristes.
Hoje o mundo está menor....
Adeus Rô!
Obrigado por me ensinar,
Obrigado por me guiar,
Sei que sua luz não se apagou.
Obrigado por cruzar meu caminho.